Alma de Jardineira

sábado, novembro 26, 2011

para medir o tempo de uma vida

(...)
Não sei bem acordar vivo destas coisas:
aproveito o ruído do entardecer e grito muito alto
deixo-te um instante só (um instante só)
para fechar os olhos que tanto ardem
ou atiro das margens folhas ao rio
para medir o tempo de uma vida
a naufragar

José Tolentino Mendonça

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