Alma de Jardineira

quarta-feira, setembro 22, 2010

de dádivas encheram o Outono


Antes de amar-te, amor, nada era meu

(....)

Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.


Pablo Neruda

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