Alma de Jardineira

sábado, maio 22, 2010

e transcrevo a paz, o sol dos dias


Sou este azul que me convida.

E transcrevo a paz, o sol dos dias.

E também, parto. E também ardo.

Depois disso desse suposto eu abreviado,
tão transparente e nítido, mas
tão transitivo
apenas gestos rasos que são cardos,
apenas pedras fundas que são sombras,
pequenos meteoritos que são conchas
de deuses antiquíssimos e cansados.

João Rui de Sousa

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