Alma de Jardineira

quarta-feira, janeiro 13, 2010

desprende-te de mim

É Outono, desprende-te de mim.

Solta-me os cabelos, potros indomáveis
sem nenhuma melancolia,
sem encontros marcados,
sem cartas a responder.

Deixa-me o braço direito,
o mais ardente dos meus braços,
o mais azul,
o mais feito para voar.

(...)

Eugénio de Andrade

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