Alma de Jardineira

domingo, janeiro 10, 2010

como dói um pássaro

(...)
- Cala-te, as palavras doem.
Como dói um barco,
como dói um pássaro
ferido
no limiar do dia.
Amo-te.
Amo-te para que subas comigo
à mais alta torre,
para que tudo em ti
seja verão, dunas e mar.

Eugénio de Andrade

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