Alma de Jardineira

domingo, setembro 27, 2009

todo o azul da manhã

Quer voz lunar insinua
o que não pode ter voz?

Que rosto entorna na noite
todo o azul da manhã?

Que beijo de oiro procura
uns lábios de brisa e água?

Que branca mão devagar
quebra os ramos do silêncio?


Eugénio de Andrade

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