Alma de Jardineira

sexta-feira, abril 17, 2009

As flores do campo da minha infância


As flores do campo da minha infância, não as terei eternamente,
Em outra maneira de ser?
Perderei para sempre os afectos que tive, e até os afectos que pensei ter?
Há algum que tenha a chave da porta do ser, que não tem porta,
E me possa abrir com razões a inteligência do mundo?

Álvaro de Campos

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