
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Fernando Pessoa, 5-9-1933
4 Comments:
Me curvo com respeito e devoção perante este aóma poético tão inebriante1...
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José Leite, at 5:59 da tarde
Me cruvo com respeito e devoção perante este aroma poético tão inebriante!
Sinceramente merece um Óscar!!!
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José Leite, at 6:02 da tarde
Este é um daqueles que eu queria ter escrito, se fosse grande como o Fernando.
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Dalva M. Ferreira, at 11:28 da tarde
Se Fernando Pessoa vivesse nos dias de hoje certamente havia de lhe doer não só o coração como também a alma. O mal superou o bem , os senhores da guerra , não fazem poemas, a miséria instalada no mundo actual, era diferente dos tempos do Fernando. Eu sempre afirmei depois de conhecer o mundo, que os poetas são sonhadores. Eu não sou poeta, mas também sonho sabendo de antemão que os meus sonhos são irrealistas. Sonho com a Paz no mundo, sonho com a exterminação da miséria, sonho com a liberdade sem libertinagem, enfim! Sonho, sonhando que sonho.
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Espaço do João, at 7:48 da tarde
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